
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou neste sábado (7) que o país pretende interromper ataques contra nações árabes do Golfo e apresentou um pedido público de desculpas aos países que foram atingidos recentemente durante a escalada de tensões no Oriente Médio.
Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal iraniana, Pezeshkian afirmou que Teerã não tem interesse em confrontar os países vizinhos e destacou que qualquer ação militar futura ocorrerá apenas caso o território iraniano seja atacado a partir dessas nações.
“Peço desculpas pessoalmente aos países vizinhos que foram atacados pelo Irã. Não temos intenção de atacá-los. Eles são nossos irmãos”, declarou o presidente.
Segundo Pezeshkian, o conselho de liderança interino que governa o país orientou as Forças Armadas iranianas a interromper ataques e lançamentos de mísseis contra países da região, salvo em situações de autodefesa. O líder iraniano também afirmou que a solução para o atual impasse deve ser buscada por meio da diplomacia.
“Precisamos resolver isso pela diplomacia, em vez de criar mais conflitos com os países vizinhos”, disse.
O presidente ainda alertou as nações do Golfo para que não se deixem influenciar por interesses externos, pedindo que não permitam que seus territórios sejam usados como base para ataques contra o Irã.
Apesar do anúncio, ainda não está claro se a decisão entra em vigor de forma imediata. Após o pronunciamento, sistemas de defesa aérea continuaram sendo acionados em países da região, com relatos de interceptações nos Emirados Árabes Unidos e sirenes de alerta no Bahrein.
Escalada militar no Oriente Médio
A declaração do presidente ocorre após uma semana marcada por intensos confrontos militares no Oriente Médio. A crise teve início quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques contra instalações iranianas, em meio às tensões envolvendo o programa nuclear de Teerã.
Em resposta, o Irã realizou ataques contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Catar, Kuwait, Jordânia e Iraque, além dos próprios Emirados Árabes Unidos e Bahrein.
No domingo, veículos da mídia estatal iraniana afirmaram que o líder supremo do país, Ali Khamenei, teria morrido durante os ataques realizados por forças americanas e israelenses. Após a notícia, autoridades iranianas ameaçaram lançar uma ofensiva ainda mais intensa.
Pezeshkian declarou que o país considera a retaliação contra os ataques um “direito legítimo” do Irã. Já o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu às ameaças advertindo Teerã sobre possíveis consequências.
“É melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, responderemos com uma força nunca antes vista”, afirmou Trump.
Mesmo com os sinais de possível recuo diplomático por parte de Teerã, a situação na região permanece instável e a troca de ameaças entre as potências envolvidas mantém o Oriente Médio em alerta.