
Um novo levantamento revela que a opinião pública no Brasil sobre a presença de Neymar na Seleção Brasileira está mais equilibrada do que nunca. De acordo com pesquisa realizada pela Genial Quaest, 47% dos entrevistados são favoráveis à convocação do atacante, enquanto 45% se posicionam contra. Outros 8% não souberam ou preferiram não opinar.
Os dados mostram uma redução significativa na diferença entre os dois grupos. Em levantamentos anteriores, o apoio à permanência do jogador era mais amplo, mas o cenário atual indica uma divisão quase igual entre aprovação e rejeição.
Diferenças regionais
A pesquisa também identificou variações importantes entre as regiões do país. No Sul, predomina a rejeição à convocação do jogador. Já no Nordeste, a maioria dos entrevistados se mostra favorável à continuidade de Neymar na equipe.
No Sudeste, há um cenário de equilíbrio, com leve vantagem para os que apoiam o atleta. Já nas regiões Centro-Oeste e Norte, o apoio também aparece à frente, mas por uma margem pequena.
Renda e opinião
Quando analisado o fator renda, o estudo aponta que brasileiros com ganhos de até dois salários mínimos apresentam empate técnico entre apoio e rejeição. Entre as faixas de renda mais altas, há uma leve inclinação favorável à convocação.
Influência política
O posicionamento político também influencia as respostas. Entre eleitores que se identificam com a direita não ligada ao bolsonarismo, 58% apoiam a convocação. Já entre os que se consideram de esquerda sem alinhamento ao lulismo, a maioria se posiciona contra.
No grupo de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 45% são favoráveis à convocação, enquanto 50% são contrários. Entre os eleitores associados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o apoio ao jogador chega a 57%.
Metodologia
O estudo foi realizado entre os dias 10 e 13 de abril de 2026, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O levantamento reforça um cenário de opinião cada vez mais dividido sobre Neymar, refletindo não apenas questões esportivas, mas também influências regionais, sociais e políticas no debate.