
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeita de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), e tem como base uma publicação feita pelo parlamentar nas redes sociais.
📌 O que motivou a investigação
Segundo a representação da PF, Flávio Bolsonaro publicou um conteúdo em que associa Lula a crimes como:
- tráfico internacional de drogas e armas
- lavagem de dinheiro
- apoio a organizações terroristas
- ligação com ditaduras e fraudes eleitorais
A postagem também vinculava o presidente brasileiro à imagem de Nicolás Maduro, sugerindo que Lula seria “delatado”.
Para a PGR, o conteúdo configura, em tese, imputação falsa de crimes, feita de forma pública e com potencial de atingir grande número de pessoas — o que pode caracterizar o crime de calúnia.
⏱️ Prazo e andamento
Na decisão, Moraes determinou que a Polícia Federal realize as diligências necessárias no prazo inicial de 60 dias, período em que serão apurados os fatos e eventuais responsabilidades.
🗣️ Defesa de Flávio Bolsonaro
Em nota, o senador afirmou que recebeu a decisão com “estranheza” e classificou a medida como juridicamente frágil. Segundo ele:
- não houve acusação direta contra Lula
- a publicação apenas mencionava fatos relacionados a Maduro
- a investigação representaria tentativa de cercear a liberdade de expressão
Flávio também criticou a atuação do Judiciário e afirmou que não irá recuar diante do que considera pressão política.
⚖️ Contexto político
A abertura do inquérito ocorre em meio ao cenário pré-eleitoral, no qual Flávio Bolsonaro é apontado como um dos possíveis candidatos à Presidência, podendo enfrentar Lula nas urnas.