
Conflito entra no 21º dia com escalada regional, impactos no mercado global e alertas de potências internacionais
O governo de Israel anunciou novos bombardeios contra o Irã nesta sexta-feira (20), em meio à escalada do conflito que já dura três semanas e vem ampliando tensões em todo o Oriente Médio.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o país rival está “prestes a ser dizimado”, destacando que, segundo sua avaliação, Teerã teria perdido capacidade estratégica militar.
“Estamos vencendo a guerra e o Irã está sendo dizimado”, declarou Netanyahu em entrevista coletiva.
Israel afirma enfraquecimento do Irã
De acordo com Benjamin Netanyahu, o Irã não teria mais condições de:
- enriquecer urânio;
- produzir mísseis balísticos;
- sustentar sua estrutura militar como antes.
O premiê também indicou que o conflito pode terminar mais rápido do que o esperado, embora não tenha estabelecido prazo.
Guerra já afeta toda a região
Apesar das declarações, ataques continuam sendo registrados em diversos países do Golfo.
- Emirados Árabes Unidos relataram interceptações de foguetes;
- Arábia Saudita informou ter derrubado drones;
- Bahrein registrou incêndios após explosões;
- No Kuwait, uma refinaria foi atingida novamente por drones, causando incêndios e paralisações.
O conflito também se estendeu ao Líbano, com novos bombardeios israelenses em regiões ao sul do país.
Impactos na economia global
A guerra já provoca efeitos significativos nos mercados internacionais.
O preço do petróleo apresentou volatilidade, com o barril do tipo Brent sendo negociado acima de US$ 100. Já o gás natural na Europa registrou forte alta, atingindo níveis não vistos desde 2023.
O Catar informou uma redução de cerca de 17% na sua capacidade de exportação de gás natural liquefeito após ataques a instalações energéticas.
A região abriga o campo de South Pars/North Dome, considerado o maior reservatório de gás natural do mundo.
Estados Unidos tentam conter escalada
O presidente Donald Trump pediu que Israel interrompa ataques contra infraestruturas energéticas iranianas, visando evitar um colapso maior no mercado global.
Ao mesmo tempo, Trump fez alertas diretos ao Irã, ameaçando ampliar a ofensiva caso os ataques continuem.
Teerã respondeu afirmando que não demonstrará “nenhuma moderação” diante de novos ataques.
Apelos internacionais por trégua
Líderes da União Europeia pediram uma pausa imediata nos ataques, especialmente contra infraestruturas críticas como energia e água.
O presidente da França, Emmanuel Macron, mencionou a possibilidade de uma missão internacional sob coordenação da ONU após o fim das hostilidades.
Além disso, países como Reino Unido, Alemanha, Itália, Holanda e Japão discutem ações para garantir a segurança da navegação no estratégico Estreito de Ormuz.
Risco de crise energética global
Com o bloqueio parcial de rotas marítimas e ataques a instalações energéticas, cresce o temor de uma crise global de energia.
Para conter os impactos, a Agência Internacional de Energia iniciou a liberação de reservas estratégicas, totalizando mais de 400 milhões de barris de petróleo.
Conflito segue sem previsão de fim
Mesmo com sinais de pressão internacional, os ataques continuam e o conflito avança para um cenário cada vez mais complexo e regionalizado.
A ausência de um acordo imediato e a troca constante de ameaças aumentam o risco de um agravamento ainda maior, com possíveis impactos diretos na economia mundial e na segurança internacional.