
A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (1º), uma nova fase da Operação Exfil, ampliando o cerco contra um esquema de acesso ilegal e vazamento de dados sigilosos envolvendo autoridades do alto escalão brasileiro.
A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e teve como foco a obtenção irregular de informações fiscais de ministros da Corte, além de familiares e outras figuras públicas.
🔍 Operação atinge RJ e SP
Nesta nova fase, os agentes cumpriram:
- 1 mandado de prisão preventiva
- 6 mandados de busca e apreensão
As ações ocorreram nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, com foco em aprofundar as provas sobre o esquema criminoso.
🧠 Esquema envolvia dados fiscais sigilosos
De acordo com as investigações, houve acessos ilegais aos sistemas da Receita Federal, resultando no vazamento de informações altamente sensíveis.
A Procuradoria-Geral da República revelou que:
- 1.819 contribuintes tiveram dados acessados indevidamente
- Entre os alvos estão:
- Ministros do STF
- Integrantes do TCU
- Parlamentares e ex-senadores
- Empresários e autoridades públicas
🕵️ Empresário é apontado como principal envolvido
O principal alvo da prisão é o empresário Marcelo Conde, que, segundo a PF, está foragido no exterior.
As investigações indicam que ele teria:
- Comprado mais de mil dados sigilosos
- Obtido informações de pessoas ligadas diretamente ao ministro Alexandre de Moraes
- Incluído dados da esposa do magistrado, Viviane Barci
⚖️ Caso está ligado ao inquérito das fake news
A operação faz parte de uma investigação mais ampla dentro do chamado inquérito das fake news, aberto em 2019 por iniciativa do então presidente do STF, Dias Toffoli.
O próprio Toffoli designou Alexandre de Moraes como relator do caso, que desde então investiga redes de desinformação e ataques às instituições.
📌 Primeira fase já havia atingido servidores
A fase inicial da Operação Exfil, realizada em fevereiro, teve como alvo servidores da Receita Federal, com mandados cumpridos em:
- São Paulo
- Rio de Janeiro
- Bahia
Esses investigados seriam responsáveis por facilitar o acesso irregular às bases de dados.
⚠️ O que está em jogo
O caso levanta preocupações graves sobre:
- Segurança de dados no sistema público
- Uso ilegal de informações fiscais
- Possível rede estruturada de espionagem e vazamentos
A investigação segue em andamento e pode revelar novos envolvidos nos próximos dias.