
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2), em entrevista por telefone à CNN, que as forças armadas norte-americanas estão obtendo vantagem significativa no conflito contra o Irã. Segundo ele, no entanto, a fase mais intensa da ofensiva ainda não começou.
“Estamos dando uma surra neles. Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos usando-as”, declarou o presidente ao jornalista Jake Tapper.
Trump indicou que a guerra pode durar cerca de quatro semanas e afirmou que as operações estariam, inclusive, “adiantadas em relação ao cronograma”. Ao mesmo tempo, sinalizou que novos ataques de maior magnitude estão previstos.
“Ainda nem começamos a atacá-los com força. A grande onda está chegando em breve”, disse.
🌍 Surpresa com retaliações regionais
Um dos pontos que mais chamou a atenção do presidente, segundo ele próprio, foi a extensão das ações iranianas contra países árabes da região, incluindo Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos.
Trump afirmou que esperava um envolvimento mais limitado desses países, mas que os ataques iranianos teriam alterado o cenário. Ele destacou que os disparos contra alvos civis, como hotéis e prédios residenciais, provocaram forte reação regional.
“A maior surpresa foi essa escalada”, afirmou.
⚠️ Ameaça nuclear e liderança iraniana
O presidente voltou a mencionar o programa nuclear iraniano como justificativa central da ofensiva militar. Segundo Trump, o Irã estava próximo de consolidar capacidade nuclear, o que, na visão dele, representaria ameaça direta a Israel e aos próprios Estados Unidos.
Trump declarou ainda que dezenas de líderes iranianos teriam sido mortos nos ataques iniciais e que há incerteza sobre quem assumirá o comando do país após as baixas na cúpula militar e política.
“Não sabemos quem está liderando o país agora. Eles próprios talvez não saibam”, afirmou.
🤝 Negociações frustradas
O presidente revelou que sua equipe tentou negociar um novo acordo com o Irã, mas as conversas teriam fracassado por divergências sobre o enriquecimento de urânio.
Segundo Trump, o governo iraniano não aceitou interromper o programa nuclear, o que teria levado à decisão pela via militar. Ele voltou a criticar o acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama, classificando-o como “um caminho para a bomba”.
Trump também relembrou a operação de 2020 que resultou na morte do general iraniano Qasem Soleimani, afirmando que a ação foi fundamental para conter ameaças anteriores.
📈 Conflito em escalada
A nova ofensiva ocorre após ataques aéreos conduzidos por EUA e Israel contra instalações estratégicas iranianas, seguidos por retaliações com mísseis e drones por parte do Irã em diversos pontos do Oriente Médio.
A comunidade internacional acompanha com preocupação o risco de ampliação do conflito, especialmente diante das declarações de que novas operações militares estão previstas.
Ao encerrar a entrevista, Trump resumiu sua avaliação da situação:
“Está indo bem.”