
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode desistir de um acordo com o Irã diante do impasse nas negociações em meio ao conflito no Oriente Médio. A declaração eleva o tom das tensões e indica incerteza sobre uma possível solução diplomática.
“Francamente, talvez seja melhor não fazer acordo nenhum”, disse Trump, ao comentar a dificuldade de chegar a um entendimento com Teerã. Segundo ele, as tratativas já se prolongam por tempo excessivo sem avanços concretos.
Insatisfação com proposta iraniana
Mais cedo, Trump declarou não estar satisfeito com a proposta mais recente apresentada pelo governo iraniano para encerrar o conflito. O presidente indicou que os Estados Unidos avaliam diferentes caminhos, que vão desde a continuidade das negociações até uma possível escalada militar.
Em tom duro, ele mencionou que uma das alternativas seria intensificar ações militares, embora também tenha mantido aberta a possibilidade de um acordo.
Conflito se intensifica no Oriente Médio
A guerra envolve os Estados Unidos, Israel e o Irã, e teve início após um ataque que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. A ação também atingiu membros de alto escalão do regime iraniano.
Em resposta, o Irã realizou ataques contra alvos ligados aos EUA e a Israel em diversos países da região, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Iraque.
Impacto humano e expansão da guerra
Segundo organizações de direitos humanos, mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início dos confrontos. Já a Casa Branca confirmou a morte de ao menos 13 militares americanos ligados diretamente aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou ofensivas contra Israel. Em resposta, forças israelenses intensificaram ataques aéreos no território libanês, elevando o número de vítimas.
Mudança na liderança iraniana
Após a morte de Ali Khamenei, um conselho iraniano escolheu Mojtaba Khamenei, seu filho, como novo líder supremo. Analistas avaliam que a escolha representa continuidade na linha política do país.
Trump criticou a decisão, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que a nova liderança seria inaceitável para os Estados Unidos.